Abrasp


abrasp



news

Kelly Slater confirma seu nono título mundial na conta dos nove

Publicado por: João Carvalho, 03/10/2008
Falta um dedinho para encher as duas mãos só contando títulos mundiais. (Foto: Kirstin Scholtz / ASP Images)

Falta um dedinho para encher as duas mãos só contando títulos mundiais. (Foto: Kirstin Scholtz / ASP Images)

O norte-americano Kelly Slater confirmou seu nono título mundial na nona etapa do ASP World Championship Tour 2008 como já era esperado. Não encontrou dificuldades para superar o espanhol Eneko Acero e ainda voltou ao mar depois da comemoração do eneacampeonato para disputar as oitavas-de-final na Espanha.

Mas, para a conta dos nove ficar exata, teve sua faixa carimbada pelo australiano Tom Whitaker e terminou em nono lugar no Billabong Pro Mundaka. Agora, coleciona mais um recorde na história do esporte ao se tornar o campeão mundial mais velho, aos 36 anos de idade.

Em 1992 ele foi o mais jovem com apenas 20 anos, depois foi o mais jovem a ser bicampeão em 1994, o mais jovem tricampeão em 1995, o mais jovem tetracampeão em 1996 e ninguém conseguiu mais de quatro títulos como o maior fenômeno do surfe em todos os tempos. Slater foi aumentando a conta para cinco em 1997 e depois do hexacampeonato em 1998, pediu licença do circuito para desenvolver outros projetos pessoais e profissionais.

Quando decidiu voltar, encontrou inspiração na tentativa de superar o havaiano Andy Irons, que dominou o WCT com um tricampeonato consecutivo em 2002, 2003 e 2004. O sétimo título mundial de Kelly Slater veio em 2005 na etapa brasileira do WCT em Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina, exatamente sete anos depois do último que ele havia conquistado em 1998. Aí foi campeão antecipadamente na Espanha como esse ano em 2006 e a nova série de títulos foi quebrada pelo australiano Mick Fanning novamente na Praia da Vila em Imbituba, onde nos próximos dias 28 de outubro a 05 de novembro o Hang Loose WCT Brasil 2008 promove o pernúltimo desafio da temporada em Santa Catarina.

Agora a busca será pelo décimo título no ano que vem, pois comenta-se que a Quiksilver oferece um prêmio vultuoso caso Kelly Slater consiga atingir esta marca que poucos esportes no mundo têm. O agora eneacampeão foi perguntado se imaginava que isso um dia poderia acontecer quando conquistou seu primeiro título 16 anos atrás. “Nunca pensei nisso, nunca nem passou pela minha cabeça que poderia conseguir isso. É tudo muito louco! Acho que eu estava mais feliz neste ano, com as mudanças na minha vida pessoal, tenho trabalhado minhas pranchas, minha mente, minhas emoções, acredito que tudo acabou refletindo nas competições, então estou muito feliz por tudo, foi um ano fantástico”.

Realmente fantástico, pois Kelly Slater já largou bem no ASP Tour 2008 vencendo as duas primeiras etapas na Austrália, inclusive batendo o defensor do título Mick Fanning na primeira final do ano na Gold Coast. Depois, tropeçou no tahitiano Manoa Drollett na fantástica vitória do brasileiro Bruno Santos nos tubos de Teahupoo, no Tahiti. Aí vieram mais duas vitórias seguidas de Slater nas Ilhas Fiji e na África do Sul, até o português Tiago Pires se tornar o primeiro top do WCT a ganhar uma bateria dele na temporada, isso já na sexta etapa na Indonésia.

O tropeço impediu que ele garantisse o eneacampeonato já na sétima em casa nos Estados Unidos, onde ele colecionou mais uma vitória. Chegou na final também na França e poderia confirmar o nono título se vencesse o evento promovido pelo seu patrocinador, a Quiksilver. Só que o australiano Adrian Buchan adiou a decisão ao conquistar sua primeira vitória na carreira, mesmo assim por décimos de diferença no placar de 15,74 x 15,16 pontos. Mas, tudo ficou mais fácil, chegando nas oitavas-de-final na Espanha o eneacampeonato estaria garantido e foi isso que aconteceu!

Relaxado depois de tanta comemoração, entrevistas e até o tradicional salto da vitória no rio de Mundaka, Kelly Slater voltou ao mar para enfrentar o australiano Tom Whitaker, que acabou fazendo o maior placar do dia – 18 pontos – para carimbar a faixa do campeão de 2008 na Espanha. Agora, a briga é pelo vice-campeonato e os quatro concorrentes mais diretos avançaram para as quartas-de-final do Billabong Pro Mundaka. O paulista Adriano de Souza é um deles.

Apesar de ter caído para a quinta posição com o descarte do pior resultado que começa a ser trocado a cada etapa daqui até o final do ano, o Mineirinho do Guarujá pode conseguir essa posição que seria inédita para o Brasil. Ele teve trabalho para superar o veterano Michael Campbell na abertura das oitavas-de-final por 17,27 x 16,43 pontos e vai pegar outro australiano nas quartas-de-final, um concorrente direto pelo vice-campeonato mundial, Joel Parkinson.

Já os outros dois brasileiros que competiram na sexta-feira acabaram eliminados da competição e terminaram empatados em 17.o lugar com Jihad Kohdr. Um dia antes, o paranaense perdeu o confronto verde-amarelo que abriu a terceira fase para Adriano de Souza. O carioca Leonardo Neves foi barrado pelo bicampeão do Billabong Pro, Bobby Martinez e na disputa seguinte, que fechou a terceira fase, o cearense Heitor Alves perdeu por décimos de diferença para Luke Stedman, com o australiano conseguindo a última vaga nas oitavas-de-final por 10,84 x 10,10 pontos.

ALGUNS RECORDES DE KELLY SLATER NO CIRCUITO MUNDIAL:
Mais títulos mundiais: nove (2008, 2006, 2005, 1998, 1997, 1996, 1995, 1994, 1992)
Mais vitórias em etapas: 39
Campeão mundial mais jovem: 20 anos em 1992
Campeão mundial mais velho: 36 anos em 2008
Maior placar em baterias: 20 pontos com duas notas 10 na final do Tahiti em 2005
Maior número de vitórias na mesma temporada: sete etapas em 1996

BILLABONG PRO MUNDAKA - QUARTAS-DE-FINAL:
1.a: Joel Parkinson (AUS) x Adriano de Souza (BRA)
2.a: Adrian Buchan (AUS) x Tom Whitaker (AUS)
3.a: Taj Burrow (AUS) x C. J. Hobgood (EUA)
4.a: Bede Durbidge (AUS) x Luke Stedman (AUS)

OITAVAS-DE-FINAL – 9.o lugar – US$ 6.300 e 600 pontos:
01: Adriano de Souza (SP) 17.27 x 16.43 Michael Campbell (AUS)
02: Joel Parkinson (AUS) 16.00 x 13.73 Fredrick Patacchia (HAV)
03: Adrian Buchan (AUS) 14.50 x 5.83 Tiago Pires (PRT)
04: Tom Whitaker (AUS) 18.00 x 12.43 Kelly Slater (EUA)
05: Taj Burrow (AUS) 13.84 x 11.17 Taylor Knox (EUA)
06: C. J. Hobgood (EUA) 15.50 x 9.50 Mikael Picon (FRA)
07: Bede Durbidge (AUS) 14.94 x 8.80 Kieren Perrow (AUS)
08: Luke Stedman (AUS) 15.00 x 8.63 Bobby Martinez (EUA)

TERCEIRA FASE – 17.o lugar – US$ 5.400 e 410 pontos:
01: Adriano de Souza (SP) 14.00 x 11.33 Jihad Kohdr (PR)
02: Michael Campbell (AUS) 13.17 x 12.03 Dane Reynolds (EUA)
03: Fredrick Patacchia (HAV) 13.60 x 12.34 Roy Powers (HAV)
04: Joel Parkinson (AUS) 13.17 x 9.60 Daniel Ross (AUS)
>----------------baterias que abriram a sexta-feira:
05: Adrian Buchan (AUS) 17.93 x 11.33 Daniel Wills (AUS)
06: Tiago Pires (PRT) 10.77 x 8.56 Jeremy Flores (FRA)
07: Tom Whitaker (AUS) 10.60 x 6.23 Tim Reyes (EUA)
08: Kelly Slater (EUA) 14.96 x 10.00 Eneko Acero (ESP)
09: Taj Burrow (AUS) 10.00 x 8.27 Nic Muscroft (AUS)
10: Taylor Knox (EUA) 13.27 x 12.93 Jordy Smith (AFR)
11: C. J. Hobgood (EUA) 13.77 x 8.44 Royden Bryson (AFR)
12: Mikael Picon (FRA) 15.64 x 14.23 Kai Otton (AUS)
13: Bede Durbidge (AUS) 14.50 x 9.70 Aritz Aranburu (ESP)
14: Kieren Perrow (AUS) 12.16 x 10.50 Ben Dunn (AUS)
15: Bobby Martinez (EUA) 13.50 x 8.83 Leonardo Neves (RJ)
16: Luke Stedman (AUS) 10.84 x 10.10 Heitor Alves (CE)

João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America - joaocarvalho@matrix.com.br





anúncios

banner banner